quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"A presença de clérigos na Acção Integralista Brasileira"

A presença de religiosos nas fileiras do Sigma é um tema embrionário, infelizmente pouco se sabe sobre a participação de clérigos no Integralismo, também chamados de "batinas-verdes". Em uma análise inicial é possível encontrar na Câmara dos Quatrocentos, um dos principais órgãos do movimento, a presença de três religiosos, são eles: Leopoldo Aires, Ponciano Stenzel dos Santos e Tomás de Aquino. 

Livros, artigos ou comícios, por exemplo, são outras formas de observar a presença marcante de religiosos no Integralismo. Ao pesquisar os jornais publicados pelos camisas-verdes é possível encontrar alguns artigos justificando a adesão de alguns personagens no movimento, como do Padre Leopoldo Aires. No jornal A Razão, publicado em 23 de fevereiro de 1937, n° 227,  esta presente um pequeno artigo informando a adesão do clérigo, figura de destaque no Estado de São Paulo. 

Curiosamente o artigo publicado no jornal A Razão terá uma versão estendida, publicado em forma de opúsculo com o título "Por que me fiz Integralista - Uma explicação A Provincia de São Paulo e um appello a mocidade paulista", editado no Estado do Rio de Janeiro, em 1937. A rara publicação aborda não apenas os aspectos do seu ingresso no Sigma, mais um apanhado de toda sua trajetória política que culminou com a filiação na Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937). 


Acima imagem do artigo publicado no jornal A Razão,em 23 de fevereiro de 1937, n° 227, página 01, com o título "O Pe. Leopoldo Aires no Integralismo" (Fonte: Biblioteca Nacional). 


Na imagem opúsculo "Por que me fiz Integralista - Uma explicação A Provinca de São Paulo e um appello a mocidade paulista", editado no Estado do Rio de Janeiro, em 1937 (Fonte: APERJ).

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

"Divulgando as obras Integralistas pelo país"

Livros sobre o Integralismo publicados na década 1930 são raros com preços acima da média, sua raridade em parte decorre do número baixo de edições e das perseguições ocorridas durante o Estado Novo (1937-1945), responsáveis em apreender e destruir farto material da bibliografia do Sigma, pela polícia e seus militantes, com medo de serem presos portando itens proibidos. 

Antes da instauração do Estado Novo a comercialização de livros e jornais Integralistas foi algo fartamente realizado em todo o território nacional, com a publicação de inúmeros encartes divulgando as obras Integralistas, em alguns casos com imagens e biografias dos seus autores, como por exemplo, do líder Plínio Salgado. 

Com o objetivo de atrair o publico consumidor do movimento algumas editoras disponibilizavam o serviço de encadernação em verde, com letras e o símbolo Integralista Sigma em dourado, como, foi o caso da Livraria Editora Coelho Branco, responsável em publicar inúmeras obras da bibliografia Integralista. 


 Acima capa do encarte intitulado "Livros do Consagrado Escriptor Plinio Salgado", publicado pela Livraria Editora Coelho Branco (Fonte: APERJ).


Acima contracapa do encarte intitulado "Livros do Consagrado Escriptor Plinio Salgado", publicado pela Livraria Editora Coelho Branco, na imagem é possível observar farta disponibilidade de obras Integralistas (Fonte: APERJ).

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Líder da levante Integralista é preso no Rio de Janeiro"

A revolução no 11 de maio de 1938 entrou para história como Intentona Integralista, entretanto muitos historiadores concordam que o movimento que culminou com o levante revolucionário aglutinou inúmeros grupos políticos antivarguistas, com lideranças diversas, dentre elas, a do militar Severo Fournier, objetivando a deposição do Estado Novo (1937-1945). 

Após a malograda aventura as capas dos diversos jornais irão divulgar a imagem de Severo Fournier como principal líder da revolta, sendo considerado foragido pela justiça com um prêmio pela sua captura aos eventuais delatores. Através de uma ousada fuga pela capital Fournier consegue  chegar até a embaixada da Itália, se tornando um "problema" diplomático apenas solucionado com uma contrapartida do governo brasileiro em liberar valores confiscados do governo italiano em troca da prisão do revolucionário, que faleceu em 1946 devido a tuberculose agravada aos maus tratos sofridos durante o encarceramento.

Sobre o tema sugiro aos interessados a leitura de trêss livro, "A Revolução dos Covardes", publicado em 1947 pela editora Cruzeiro, "1938-Terrorismo em Campo Verde", publicado em 1971 pela editora Civilização Brasileira e "Falta alguém em Nuremberg", publicado em 1947 pela editora Edições do Povo,  estas obras podem ser encontradas com facilidade em sebos pelo país. 


Acima imagem parcial do jornal Correio Paulista, publicado em 08 de julho de 1938, com a notícia "O ex-tenente Severo Fournier foi entregue, finalmente, as autoridades brasileiras" (Fonte: Biblioteca Nacional).  

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

"Perseguição aos Integralista Baianos"

Os camisas-verdes em diferentes regiões do país sofreram intensa perseguição através da força policial, em alguns Estados o combate a Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937) se transformou em verdadeiras atrocidades, patrocinadas pelas autoridades públicas, como no caso do Estado da Bahia, amplamente publicado no jornal A Offensiva

Na edição n° 260, circulada no dia 16 de agosto de 1936, o periódico aborda com destaque o tema através da manchete "Perseguições aos Integralista Bahianos - Os integralistas de São Felippe narram-nos em carta as perseguições que vêm soffrendo desde dezembro de 1935 por parte das autoridades locaes, a mando do governo do Estado. As atrocidades patricadas pela policia cerceada inteiramente a liberdade eleitoral". 

A Acção Integralista Brasileira durante sua existência rompeu com o domínio de oligarquias locais, sua presença na política nacional representou uma oposição natural, em regiões como no interior da Bahia, dominada por famílias tradicionais, sendo uma resposta ao fracassado modo de conduzir o país. Em resposta ao vertiginoso crescimento do Sigma, seus opositores utilizaram da violência para frear seu crescimento, como, por exemplo, o cerceamento a liberdade eleitoral abordado no jornal.

Acima imagem parcial  da edição n° 260 do jornal A Offensiva, publicada no dia 16 de agosto de 1936 (Fonte: Biblioteca Nacional).

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

"Lançamento do livro Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e Brasil (1895-1975)"

No dia 11 de outubro de 2017, às 15:00 horas, no Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa, será lançado o livro "Plínio Salgado: um integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)", de autoria do Prof. Leandro Pereira Gonçalves, autor de inúmeros trabalhos sobre o Integralismo brasileiro. 

Material biográfico sobre a vida e obra do líder Integralista são extremamente raros, os historiadores ao se debruçarem sobre o tema focam geralmente em um curto período da história de Salgado, esquecendo que o personagem participou ativamente da vida política nacional, sendo inclusive um dos principais personagens no exílio, durante o Estado Novo (1937-1945).


Acima imagem do convite de lançamento do livro  "Plínio Salgado: um integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)" (Fonte: Facebook).


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

"A primeira bandeira do Brasil do Partido de Representação Popular"

No dia 07 de setembro de 2017, data que se comemora em todo o país a Independência do Brasil, recebi do escritor Sergio Vasconcellos uma icônica imagem do Partido de Representação Popular - PRP (1945-1965), trata-se da primeira bandeira do Brasil do partido populista em sua sede localizada no Estado do Rio de Janeiro, localizado provisoriamente na Rua Evaristo da Veiga.

Segundo o Sr. Sergio Vasconcellos: "Quando a bandeira ia ser substituída, o saudoso Companheiro Milton Ferreira de Carvalho pediu-a para si e recebeu-a de presente. Um belo dia, eu vou visitá-lo no seu escritório na Av. Beira Mar e lá pelas tantas da conversa ele me diz "tenho um presente para você". Vai para uma outra sala e em instantes me presenteia com a bandeira". 

Hoje, a bandeira com seus esplêndidos 62 anos de idade é uma testemunha viva da história do Partido de Representação Popular, permanecendo na coleção particular da família Vasconcellos, como um símbolo de resistência da história da política nacional.


Acima imagem da primeira bandeira do Partido de Representação Popular - PRP (1945-1965) presente até sua substituição na sede da legenda (Fonte: Sergio Vasconcellos).