quinta-feira, 9 de agosto de 2012

“Obras artísticas do camisa-verde Guido Mondin expostas na Casa Branca – EUA”

O interesse repentino na figura do camisa-verde e membro fundador do Partido de Representação Popular – PRP (1945-1965) Guido Fernando Mondin, devido ao ano do seu centenário, fez com que o número de visitas aumentasse consideravelmente nas últimas semanas. Este personagem já foi tema de algumas postagens neste blog, porém devido a grande procura por informações sobre Guido Mondin é importante que se forneça instrumentos para que os estudantes possam fazer suas pesquisas de forma substancial, sem informações desencontradas, que infestam a Internet atualmente e servem como base, infelizmente, de trabalhos escolares e universitários.

Sendo assim, com o intuito de ajudar nas pesquisas, trago aos freqüentadores do blog a revista eletrônica SENATUS, v.3, n.1, pág. 8/13. publicada pela Secretaria de Informações e Documentação do Senado Federal (SIDOC). Infelizmente a revista deixou de ser editada em 2010, porém a edição exposta faz um importante apanhado do legado artístico de Guido Mondin, relatando que suas telas (mais de 4.000 mil ao todo) estão expostas em diferentes museus pelo mundo, inclusive na exposição permanente da Casa Branca.


Para acessar a publicação completa, basta digitar o endereço:

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

“Populista Guido Mondin e homenageado na Semana da Pátria de 2012”

O artista plástico, escritor e político Guido Fernando Mondin, se vivo ainda estivesse, completaria 100 anos no dia 06 de maio de 2012. Esta data foi lembrada em diversos eventos pelo Brasil, tendo se concentrado principalmente as homenagens nos Estados do Rio Grande do Sul – RS e no Distrito Federal – DF.

Entre as homenagens já realizadas e as que estão por vir uma merece destaque, trata-se da Semana da Pátria de 2012, que será realizada pela Prefeitura de Caxias do Sul, local este diversas vezes retratado em suas pinturas, o desfile acontecerá no dia 07 de setembro, das 09h às 12hm sendo aberto ao público, é importante ressaltar que as homenagens não estarão restritas ao Município, todo o Rio Grande do Sul estará homenageando a figura de Guido Fernando Modin durante as festividades.
Abaixo trecho do discurso realizado no Senado Federal, pelo então Senador Pedro Simon – PMDB/RS, no dia 23 de agosto de 2000, ano do seu falecimento, no qual fala um pouco da sua trajetória política:  “(...) Em 1933, já casado, passou a interessar-se ainda mais pela Política. Como se sabe, nos anos que sucederam a Revolução de 30, teve início intenso debate sobre a legislação social. Os trabalhadores se organizavam em sindicatos. Guido Mondin aderiu, então, à Ação Integralista Brasileira, cujo programa atraía grande parte de jovens no Rio Grande do Sul.
 Com o advento do Estado Novo, extintos os partidos, Guido Mondin concentrou-se na sua formação intelectual. Formou-se em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 1945.
 Após a redemocratização do País, com o ressurgimento dos partidos políticos, Guido Fernando Mondin reencontrou-se com outra das suas mais fortes vocações. Filiou-se ao Partido de Representação Popular e, mesmo contra sua vontade, atendendo a insistentes pedidos de amigos, candidatou-se à Assembléia Nacional Constituinte, não conseguindo ser eleito.
 Nas primeiras eleições municipais que vieram a seguir, mesmo sendo porto-alegrense, Guido Mondin foi lançado candidato a Prefeito de Caxias do Sul.
 Sua campanha foi memorável. Usou inúmeros recursos de propaganda desconhecidos na época, como projeções de caricaturas nas paredes dos edifícios; alto-falantes em aviões teco-teco; comícios ambulantes em que se fazia seguir de viaturas, antecipando as carreatas de hoje; e também o uso pioneiro das emissoras de rádio. Não foi grande a sua votação. Em Porto Alegre e em Caxias, não ganhou as eleições.
 Em outubro de 1948, com 35 anos, assumiu, pela primeira vez, um cargo público: tomou posse como suplente na Assembléia Legislativa. Apesar de sua marcante atuação, em especial nas Comissões de Obras Públicas e Agricultura, preferiu voltar à atividade empresarial. Quis dedicar-se à instalação de uma indústria em Caxias do Sul.
 Eleito Deputado Estadual, exerceu o cargo entre 1951 e 1955, ano em que foi eleito, numa coligação partidária, Vice-Prefeito de Caxias do Sul. Em duas oportunidades assumiu a prefeitura. Em 1956, esteve na Câmara dos Deputados exercendo um curto mandato, já que era o primeiro suplente.
 Em 1958, candidatou-se ao Senado pelo Partido de Representação Popular, numa coligação litigiosa com o Partido Trabalhista Brasileiro. Fazendo uso de sua grande habilidade, conseguiu aparar as arestas e remover as antigas animosidades entre as duas agremiações. Foi eleito ao cabo de uma memorável campanha de nove meses de duração, tendo pronunciado mais de 1.500 discursos.
 Foi uma eleição de impacto no Rio Grande do Sul. Nesse momento, o Governador eleito foi Leonel Brizola. E Leonel Brizola, do PTB, fazia uma aliança com o PRP, dando a vaga que era de Alberto Pasqualini aqui no Senado a Guido Mondin, obtendo uma vitória estrondosa e completamente inesperada, porque eram forças diferentes que se uniam e conseguiam a vitória.
 É interessante notar que naquele pleito foi registrado o menor índice de abstenção da história política do Rio Grande do Sul. Reparem como incendiou a emoção aquele debate, aquela luta inesperada de forças diferentes que se uniam, que se integravam. O menor índice de abstenção até hoje em todas as eleições do Rio Grande do Sul foi o registrado no pleito em que Guido Mondin foi eleito Senador da República. Compareceram para votar um milhão duzentas e quatorze mil pessoas, de um total de um milhão duzentos e setenta e quatro mil pessoas aptas a votar. A abstenção foi de apenas 4,7%.
 Guido Mondin exerceu seu primeiro mandato como Senador entre 1959 e 1967. Extintos os partidos pelo Regime Militar, em 1966, filiou-se à Arena. Naquele mesmo ano obteve sua segunda eleição para o Senado - àquela época havia a fórmula da sublegenda. Concorreram com ele Mário Mondino e esta figura extraordinária de Synval Guazelli, hoje Deputado Federal do Rio Grande do Sul, uma das figuras mais dignas, mais brilhantes e mais extraordinárias da vida pública do Rio Grande do Sul e do Brasil. Aproveito esta oportunidade em que estou aqui saudando Guido Mondin e vendo a figura de Synval Guazelli, para levar a ele todo o apreço, todo o afeto, toda a admiração do Rio Grande do Sul. Mais ainda quando, atravessando dificuldades na sua saúde física, está presente na dignidade do seu caráter e na vibração total do seu intelecto, honrando o Rio Grande do Sul e o Brasil. Muito obrigado, meu irmão Synval Guazelli. (Palmas)
 Interessante que Guido Mondin foi eleito Senador pelo PTB e PRP. Mais da metade do Rio Grande do Sul votou nele em 1958. Veio a Revolução, o golpe de Estado – prefiro falar em golpe -, e Guido Mondin, com as forças a que pertencia, integrou-se à Arena (...)”
Para encontrar o discurso completo, acesse:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

“III Congresso Internacional Nucleas / UERJ”


No dia 30 de agosto de 2012, nos períodos da manhã e tarde (9:30h às 17:30h), será realizado um Simpósio no Campus da Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro, localizado no Bairro do Maracanã, sala 9038, bloco F, 09° andar, intitulado “Direitas e Direitistas na América Latina: suas práticas, imaginários e cultura na segunda metade do século XX”, organizado pelos coordenadores Prof. Dr. Ernesto Bohoslavsky e Prof. Dr. Rodrigo Patto S. Motta.

Este evento se soma a vários outros já realizados este ano que irão abordar o Integralismo como ponto central, abaixo a lista de participantes com seus respectivos estudos relacionados a este Blog:

Leandro Pereira Gonçalves / Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Brasil e Portugal: o Integralismo de Plínio Salgado.

Luiz Mário Ferreira Costa / Universidade Federal de Juiz de Fora – Perspectivas neo-institucionalistas aplicadas à analise do modelo de Estado Integral.

Márcia Regina da Silva Ramos Carneiro / Universidade Federal Fluminense – Rumo a um novo século: as articulações de parcela da direita brasileira em torno de uma velha bandeira – o Integralismo.

Rodrigo Christofoletti / USP / UniSantos – Política do cômico: caricaturas Integralista do pós-guerra (1945-1965).

Para maiores informações sobre o evento, acesse: www.congressonucleas.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Livro de Veterano dos Centros Culturais da Juventude e lançado na ANPUH-RIO"

Hoje trago uma ótima noticia aos leitores do blog Populista, o livro autobiográfico “Memórias de um Ex-Seminarista” de autoria do veterano Águia-Branca Sr. Rufino Levi de Ávila foi selecionado para ser novamente lançado durante o XV Encontro Regional de História da Anpuh-Rio,dia 25/07, às 19:00 horas, no Salão da Biblioteca da FFP, conforme divulgado na programação do evento presente no seu portal oficial.

Durante o evento também será lançado o livro da pesquisadora, integrante do Grupo de Estudos sobre Integralismo - GEINT,  Profa. Tatiana da Silva Bulhões, intitulado “O Integralismo em Foco: Imagens e Propaganda Política”, que teve como base as imagens presentes nas publicações da Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937) e dos seus principais colaboradores no Estado do Rio de Janeiro.
Esta é uma boa oportunidade para os pesquisadores sobre o tema, presentes no Rio de Janeiro, debaterem e tirarem duvidas sobre o Integralismo em todas as suas fases. Abaixo o resumo da obra escrita pelo Sr. Rufino Levi de Ávila:
"Memórias de um ex-seminarista" é a segunda edição da autobiografia do escritor Sr. Rufino Levi de Ávila, autor dos livros Breviário Cívio-Religioso e Alvorada Poética, que traz os diversos momentos da vida e obra do veterano do Centro Cultural da Juventude Jackson Figueiredo, entidade ligada à Confederação dos Centros Culturais da Juventude - CCCJ, a qual tinha a função de transformar e revolucionar a mente da juventude brasileiro, tendo papel de destaque na história das organizações estudantis pelo Brasil. O livro de 148 páginas, impresso pela editora "O Lutador", de Belo Horizonte - MG, produzido alheio a todas as adversidade que a idade e os custos financeiros impõem, é uma lição de vida desde suas origens até os dias atuais. Sua abordagem se inicia ainda nos tempos de infância, com as lembranças sobre seus familiares no morro da chácara Bela Vista, ou como o próprio autor diz "com meus três anos começava a conhecer o mundo.." passando por momentos históricos e religiosos que o escritor de alguma forma presenciou e expõe, proporcionando a oportunidade em conhecer certos momentos ìmpares da história nacional, numa abordagem diferenciada, que para um leitor desatento poderia passar despercebido."
Acima imagem da capa da obra "Memórias de um ex-seminarista" de autoria do Prof. Rufino Levi de Ávila, outras informações sobre o evento acesse: www.encontro2012.rj.anpuh.org

domingo, 8 de julho de 2012

A Revolução Constitucionalista de 1932, Plínio Salgado e o sacrifício de sangue paulista.


Amanhã, dia 09 de julho de 2012, comemora-se na cidade de São Paulo – SP os 90 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Plínio Salgado não participou das ações revolucionárias como seu conterrâneo de São Bento de Sapucaí – SP o Jurista Miguel Reale (1910-2006), por opção, optou por se afastar do palco dos acontecimentos, mesmo concordando com as principais teses esposadas pelos paulistas, dentre elas a promulgação da Constituição Federal vigente; dedicou-se apenas a escrever artigos jornalísticos, ás reuniões da Sociedade de Estudos Políticos – SEP, fundada no dia 24 de fevereiro de 1932 e a terminar o livro O Cavaleiro de Itararé, obra dedicada à mocidade civil e militar do Brasil que tanto sofreu durante o conflito armado.  

Em homenagem ás comemorações pela Revolução Constitucionalista de São Paulo (1932) trago aos leitores do blog Populista artigo publicado nos Diários Associados, no dia 02 de julho de 1967, intitulado Revoluções Brasileiras, neste interessante trabalho Salgado aborda diversas revoluções que ocorreram no Brasil, demonstrando que o povo brasileiro não e passivo como alguns gostam de afirmar, abaixo transcrevo a parte referente à revolução de 1932:  “Eleito Julio Prestes, Minas e Rio Grande não se conformaram. O clima revolucionário já existia criado pelos remanescentes da revoluções anteriores. Havia os elementos essenciais para deles se aproveitarem os oportunistas empenhados na luta hegemônica. E, assim, com o titulo de “Aliança Liberal”, que era um chamariz para os inquietos, os insatisfeitos, os despeitados e os incautos, tirando ao movimento o caráter de briga entre as oligarquias dos três Estados, eclodiu a revolução de 1930, em outubro. Vencedora, o liberalismo transmudou-se em ditadura, com o rotulo ultra-ditatorial de “governo discricionário”. Abolia-se a Constituição, suprimia-se a autonomia dos Estados, governados agora por prepostos do ditador, extinguiam-se os partidos, e, a sombra dessa tirania, enxameavam os grupos variados e contrastantes, desde os dos “tenentes” aos “Clubes” e “Legiões Revolucionarias”. Era Anarquia.

Foi nesse momento – sempre em julho – que o povo paulista se levantou, exprimindo a clara consciência jurídica e o superior idealismo da gente bandeirante.

A 9 de julho desfraldou-se a bandeira das trezes listras. Tendo falhado os compromissos assumidos pelos governadores de Minas e do Rio Grande, São Paulo marchou sozinho. A calúnia da ditadura anunciava a Revolução Constitucionalista como tentativa separatista. O povo brasileiro foi ludibriado por mais essa mentira. Sitiados em todas as suas fronteiras, os paulistas lutaram sozinhos. O seu sangue foi derramado em holocausto a Democracia, a Liberdade, a Lei. Vencidos militarmente, triunfaram de maneira total no espírito da Nacionalidade. O ditador foi obrigado a convocar uma Constituinte. Em 1934 o Brasil saiu das trevas do caudilhismo e entrou na estrada larga de uma vida constitucional”. 


Acima imagem parcial do artigo publicado nos Diários Associados, no dia 02 de julho de 1967, intitulado Revoluções Brasileiras de autoria do Dep. Federal Plínio Salgado. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

"A Cadeia de periódicos Aguias Brancas"

Recentemente o pesquisador Prof. João Mendes entrou em contato através do blog Populista indagando se por acaso saberia informar a relação de periódicos editados pelo Movimento Águias Brancas. Primeiramente agradeço o contato e informo que infelizmente são grandes as dificuldades para obter esta informação, principalmente pela a ausência de material e interesse por parte dos acadêmicos em estudar este importante período do Integralismo, se atendo, em grande parte, apenas a pesquisar o período que corresponde à existência da Acção Integralista Brasileira – AIB (1932-1937), renegando os movimentos subseqüentes ao ostracismo acadêmico.

A fim de tentar obter alguma informação oficial a respeito dos periódicos editados pela Confederação dos Centros Culturais da Juventude - CCCJS, através dos seus militantes denominados Águias Brancas,  busquei na minha coleção pessoal do jornal oficial A Marcha alguma informação sem obter êxito nesta empreitada, entretanto, no informativo A Cultura, publicado no dia 15 de agosto de 1955, n°07, cita uma suposta “Cadeia de periódicos A´guias Brancas”, o qual divulgo sua reportagem na esperança de ter ajudado nas pesquisas referente ao assunto.


Reportagem vinculada no periódico A Cultura, n°07, pág.04, publicada no dia 15/08/1955, descrita a seguir: "O Ceará ocupá, no momento, a vanguarda da Imprensa Águia Branca. Apesar das imensas dificuldades de ordem financeira, os Centros Culturais da Juventude do nosso Estado já lançaram três periódicos de Doutrina e Ação, (A CULTURA), do Centro Cultural Clóvis Beviláqua; (A ALVORADA), dos Centros Culturais do Carirí; (O ARACATI), se bem que nao pertença ao Centro Cultural Francisco José do Nascimento, de Aracati, dispõe, no entanto, de uma página onde os jovens nacionalistas fazem publicar trabalhos de natureza doutrinária".

É importante ressaltar que diferente da Acção Integralista Brasileira – AIB, que durante toda sua trajetória propagou uma unidade de pensamento e estética em seus diversos meios de comunicação jornalística, chegando a fundar o conglomerado jornalístico “Sigma-Jornais Reunidos", a Confederação dos Centros Culturais da Juventude não possuíam uma estrutura devidamente organizada, rígida e similar que alcançasse todos os Centros Culturais que pudessem indicar de que forma seus informativos deveriam ser publicados, ao contrario, as coleções de diferentes periódicos editados pelas CCJS em todo o país demonstra uma autonomia estéica-editorial, se prendendo apenas em republicar alguns artigos dos seus principais doutrinadores, como o Presidente de Honra dos Centros Culturais da Juventude, Plínio Salgado.