terça-feira, 7 de junho de 2016

Camisa-Verde João Ribeiro de Barros homenageado pela revista Apartes da Câmara Municipal de São Paulo"

A revista Apartes, editada pela Câmara Municipal de São Paulo publicou em seu número 19,  maio de 2016, o perfil do camisa-verde João Ribeiro de Barros, herói nacional, pioneiro da aviação nacional, responsável em protagonizar, como primeiro piloto das Américas uma travessia aérea do Oceano Atlântico sem escalas ou ajuda de navios abordo do avião Jahú.
 
O herói nacional infelizmente é pouco conhecido da população, sua passagem inclusive pela Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937), quando foi o único eleito para a Câmara Municipal de São Paulo, com 1.426 votos, carece de estudos, sendo o slogan defendido na campanha contra o aumento abusivo de impostos, um slogan ainda hoje recorrente na política nacional.
 
Na reportagem publicada pela revista Apartes é possível encontrar a entrevista do veterano do Partido de Representação Popular - PRP (1945-1965) Genésio Pereira Filho: "(...) seu tio é o piloto de Jahú tinham uma relação próxima, de reuniões frequentes e de amizade, Conheci João Ribeiro de Barros pessoalmente porque ele foi integralista, muito amigo do meu tio Plínio e, além disso, um belo papo, muita cultura (...)".

Sobre a reportagem, acesse: http://www.camara.sp.gov.br/apartes/revista-apartes/numero-19/perfil-joao-ribeiro-de-barros/

Acima imagem do aviador João Ribeiro de Barros durante o juramento a Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937), publicada em 17 de agosto de 1935  (Fonte: Jornal A Offensiva).

sexta-feira, 3 de junho de 2016

"Munícipio de Lins homenageia Plínio Salgado com nome de Praça Pública"

Através da iniciativa do veterano do Partido de Representação Popular - PRP (1945-1965) Rufino Levi de Ávila, que recolheu 200 assinaturas de moradores da cidade de Lins, interior de São Paulo,  o Vereador Marino Bovolenta Junior (PMDB-SP), o Presidente da Câmara de Vereadores do Município, propôs o Projeto de Lei n°44/16, em 01 de abril de 2016, que denomina o Sistema de Lazer 1 do Loteamento Residencial São Francisco em Praça Plínio Salgado.   
 
O Projeto de Lei apresentado no plenário tramitou nas comissões com pareceres unanimes pela homenagem do escritor e político paulista, sendo sancionada no dia 05 de maio de 2016, pela Lei n°6.312 pelo Prefeito de Lins Sr. Edgar de Souza. A iniciativa popular soma-se a inúmeras homenagens pelo país, como, por exemplo, nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais que contam com logradouros que levam o nome de Plínio Salgado.
 
 
Acima imagem da Lei n°6.312, de 05 de maio de 2016, que homenageia Plínio Salgado no Munícipio de Lins - SP (Fonte: Câmara Lins)

Sobre a Praça Pública Plínio Salgado, localizada no Munícipio de Rio Claro - SP, acesse: http://historia-do-prp.blogspot.com.br/2014/07/praca-plinio-salgado-patrimonio.html
 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Pré-lançamento do filme Menino 23: Infâncias perdidas no Brasil"



Acima imagem de divulgação do pré-lançamento do documentário "Menino 23", dirigido por Belisario Franca (Fonte: Facebook).
 
Nesta quarta-feira, dia 01 de junho de 2016, a Escola Letra Freudiana, localizada na Rua Barão de Jaguaripe, n°231, no Bairro de Ipanema - RJ, às 20:00 horas, irá receber o filme "Menino 23", de autoria do Diretor Belisario Franca. O filme aborda a história de uma fazenda localizada em Monte Alegre - SP, na qual foram encontrados tijolos com a suástica nazista, baseado no trabalho produzido pelo historiador Sydney Aguilar.
 
Conforme descreve o trabalho defendido pelo Prof. Aguilar, a Fazenda Santa Albertina na década de 1930 pertencia ao empresário Osvaldo Rocha Miranda, membro da Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937). Gostaria de convidar a todos os leitores do blog Populista a estarem, na quarta-feira, presentes na seção, além do debate, que tem como principal objetivo de tirar dúvidas sobre a pesquisa e a construção da obra cinematográfica.  
 
 
Acima trailer do filme "Menino 23", dirigido por Belisario Franca (Fonte: Youtube).
 
A família Rocha Miranda, em repúdio à obra cinematográfica produzida divulgou uma série de entrevistas com pessoas ligadas à família, que possuem historias ligadas à fazenda no período compreendido pelo filme, sendo importante dialogo com a película, infelizmente os depoimentos não se encontram na obra.
 
 
Direito de resposta produzido pela família Rocha Miranda sobre o filme "Menino 23" (Fonte: Youtube).

terça-feira, 24 de maio de 2016

"Alberto Silvares: O Comunismo e seu Contra-Veneno"

Muitos livros publicados por Integralistas durante a década de 1930 são desconhecidos, informações sobre as obras e seus autores são um verdadeiro mistério, devido em grande parte pelas perseguições promovidas durante o Estado Novo (1937-1945). O camisa-verde Alberto Silvares, autor do livro "O Comunismo e seu Contra-Veneno", é exemplo de história não relevada.
 
O comerciante e chefe espírita do bairro de Vila Isabel, um dos responsáveis pela criação do Esporte Clube Vila Isabel, opositor da saída do antigo Zoológico, possui homenagens em prédios e ruas pelo Estado do Rio de Janeiro. Membro da Câmara dos Quatrocentos, importante órgão da Acção Integralista Brasileira - AIB (1932-1937), seu livro icônico é extremamente raro de ser encontrado. Em suas páginas é possível encontrar homenagens ao Chefe Nacional Plínio Salgado, Allan Kardec, Mártires Integralistas e Jayme Ferreira da Silva.
 
As homenagens a Allan Kardec e aos Mártires Integralista em uma obra Integralista, demonstra a característica plural da legenda, que congregou diversas religiões durante sua existência, segundo a obra "A memoria dos companheiros, fazendo parte da Milícia do Além, as homenagens saudosas do companheiro das phalangens verdes da Terra", demonstrando a natureza espiritual do movimento do Sigma.
 
 
Acima capa e contracapa da obra "O Comunismo e seu Contra-Veneno", de autoria do comerciante Alberto Silvares, publicado pela editora Minerva, ano 1937.
 
 
Registro fotográfico presente na obra "O Comunismo e seu Contra-Veneno", com a legenda: Edifício onde se acha instalado o Núcleo Municipal do Andarahy, editora Minerva, ano 1937.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"A Pena de Morte como instrumento contra os opositores de Vargas"

A pena de morte ainda hoje é aplicada em muitos países, no atual ordenamento jurídico pátrio se encontra presente em caso de guerra declarada, conforme preceitua a Constituição Federal de 1988. Em 1937, durante o Estado Novo (1937-1945), o instituto da pena de morte foi utilizado para coibir casos de crimes militares e contra a segurança do Estado, sofrendo a Constituição Federal de 1937, em seu artigo 12, parágrafo 31, uma emenda para enquadrar os crimes de insurreição armada contra os poderes do Estado, prática de atos destinados a provocar a guerra civil e atentado contra a segurança do Estado, além dos atentados contra a vida do Presidente da República ou homicídios cometidos por motivo fútil ou com extremos de perversidade.
 
 
Acima manchete do jornal Folha da Manhã "A policia procura ativamente o Sr. Plínio Salgado", abaixo a frase: "O Tribunal de Segurança vae estudar a legalidade da aplicação da pena de morte"  publicada no jornal Folha da Manhã, 13 de maio de 1938, página 01 (Fonte: Jornal Folha da Manhã).  
 
Em maio de 1938, após a aventura revolucionária, o Estado Novo promoveu um intenso debate na imprensa sobre a aplicação da pena de morte contra os revolucionários. Os insurgentes, na sua maioria camisas-verdes, totalizaram mais de 1.500 processos no Tribunal de Segurança Nacional - TSN, tendo a possibilidade de serem condenados a pena de morte, fato esse que não se consumou em nenhuma sentença que se tem conhecimento pelo Tribunal, entretanto, importante lembrar os Integralistas que foram sumariamente fuzilados nos jardins do Palácio Guanabara, após terem se rendido, sem serem respeitados o devido processo legal, fato comum dos governos autoritários.  
 
 
Acima imagem da reportagem "A possibilidade da aplicação da pena de morte", publicada no jornal Folha da Manhã, 13 de maio de 1938, página 01 (Fonte: Jornal Folha da Manhã).

terça-feira, 10 de maio de 2016

Parte 3: "Levante Integralista: Os personagens esquecidos do 11 de maio de 1938"

O última homenagem sobre os heróis anônimos do levante Integralista, ocorrido em 11 de maio de 1938, trata-se dos camisas-verdes rendidos durante a ação armada que pretendida depor o então ditador Getúlio Vargas. Diversos livros sobre a história do país abordam de maneira superficial o ocorrido, não levando em consideração o fato mais emblemático durante a aventura revolucionaria, ímpar na história recente do país. 

Muitos pesquisadores tratam com desconfiança o fuzilamento dos revolucionários no interior do Palácio da Guanabara, alguns até mesmo negando o fato. Com o objetivo de trazer um esclarecimento definitivo sobre a questão, gostaria de indicar o depoimento de Amaral Peixoto, presente no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - CPDOC e o livro de memórias do General Góes Monteiro, ambas as citações confirmam de forma incontestável o brutal assassinato, sendo negar o fato uma desonestidade intelectual.

 
Acima imagem do líder Integralista Plínio Salgado visitando o mausoléu em homenagem aos camisas-verdes, em 11 de maio de 1957 (Fonte: Acervo Sergio Vasconcellos).
 
Abaixo a lista com os camisas-verdes que tombaram na defesa da democracia, presente no livro do Integralista, membro da Câmara dos Quarenta, Olbiano de Melo, A Marcha da Revolução Social no Brasil: Ten. Teófilo Otoni Jaccoud, Dionísio Pereira da Silva, Mário Salgueiro Viana, Valdemiro Petrone, José Rodrigues, Luís Cândido, Manuel Gomes Vidal, Artur Pereira de Holanda e Cabo Juvêncio Henrique Pereira Dias.